segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Lei Nº 3.712 - de 27/07/1889

Cria os municípios de Abre Campos, Cambuhy e Palmyra.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Origens e desenvolvimento da cidade de Santos Dumont

O Caminho Velho que partia da cidade deParati (RJ) passava por São Paulo e seguia até a região das minas, era o trajeto que a Coroa Portuguesa utilizava para explorar e extrair metais preciosos da região das Minas Gerais. Com o aumento da exploração realizada na região e a intensificação do fluxo das tropas que transportavam os carregamentos de ouro e a longa distância percorrida por este trajeto, surgiu, então, através destes fatores, a necessidade de encurtar a distância percorrida entre as Minas Gerais até o litoral.

Para resolver tal infortúnio a Coroa portuguesa elaborou um projeto para criação do Caminho Novo. Quando em torno de 1700/1701 a abertura do Caminho Novo foi iniciada por Garcia Rodrigues Paes, partindo da região da Borda do Campo (atual cidade de Barbacena) atravessando a Serra da Mantiqueira na garganta de João Aires passando em João Gomes (Palmyra), Chapéu D`Uvas, indo até o litoral do Rio de Janeiro. Dessa forma, esta nova rota passaria a ser usada para escoar a produção aurífera com maior facilidade, rapidez e segurança.

Como forma de incentivar o povoamento em torno do Caminho Novo, a Coroa Portuguesa distribuiu sesmarias para nobres e súditos que prestavam serviços a ela. Assim, Domingos Gonçalves Ramos requereu em 26 de fevereiro de 1709 uma sesmaria na região. Como primeiro dono da terra, Domingos Gonçalves Ramos não tardou em ocupá-la, trazendo consigo sua família, escravos e seus dois genros, Pedro Alves de Oliveira e João Gonçalves Chaves.

Na divisão desta sesmaria Pedro Alves adquiriu a parte sul e João Gonçalves Chaves em 1715 empossa-se da sesmaria da parte norte, permanecendo na mesma até 1728. Vendendo-a à João Gomes Martins e sua esposa Clara Maria de Melo, os quais vieram a se tornarem personagens de suma importância para a história do município.

Desta forma, o nome de João Gomes marcou, portanto, a história do município, tendo sua sesmaria um papel fundamental na formação e ocupação da cidade, na qual ficaria conhecida inicialmente como Rocinha de João Gomes, passando a Fazenda de João Gomes, Distrito de João Gomes, João Gomes Velho, Palmyra e atualmente Santos Dumont.

João Gomes e sua esposa trouxeram de sua freguesia originária de Portugal uma imagem de São Miguel e Almas para sua fazenda, construindo entre 1729/1730 em sua propriedade uma Capela de adobe para abrigar a imagem do Santo. Em 1850 a imagem foi transferida para uma Igreja de duas torres. Com um impulso em seu crescimento o distrito de João Gomes foi elevado à categoria de Paróquia segundo a Lei nº 1458 de 31 de dezembro de 1867.

Além da importância verificada pelo traçado do Caminho Novo, outro meio de acesso ao interior mineiro que contribuiu com o desenvolvimento da cidade – entorno de 1870 – foi à construção do ramal da estrada de Ferro D.Pedro II, que passava na região. Por conseqüência desta construção, foi nessa época que o engenheiro Henrique Dumont, pai de Alberto Santos Dumont veio para a região com sua família para realizar a empreitada de construir este ramal, que iria ligar o trecho Mantiqueira a João Aires. Neste local Henrique Dumont “escolheu uma casa de propriedade da própria Ferrovia, de estilo palafita, e nela acomodou sua família bem próximo do canteiro de obras da Ferrovia” (Castello Branco, 1988, p. 47).

Outro fator de fundamental importância para emancipação do município foi a criação do Clube Recreativo e Literário João Gomes que tinha como objetivo, pressionar as autoridades provinciais para a necessidade da autonomia administrativa do Arraial.

A autonomia administrativa foi conquistada em 27 de Julho de 1889, quando “o Barão de Ibituruna, último presidente da Província de Minas Gerais, baixou a Lei nº 3.712 que criou o município de Palmyra” (Castello Branco, 1988, p. 55). Porém a instalação do município ocorreu somente em 15 de Fevereiro de 1890, com a designação dos membros que comporiam a Intendência.

Nas últimas décadas do século XIX e primeiras do século XX, o município recém-emancipado passou por algumas transformações que modificaram suas feições de Arraial: desvios de águas pluviais e alinhamento das ruas (1890), iluminação Pública à querosene (1891), água potável à domicílio (1898), iluminação pública elétrica (1912), etc. A população local cresce. E em seu meio se fazia um expressivo número de imigrantes, em especial portugueses, italianos e libaneses.

Paralelo a esse desenvolvimento, o início de século XX significou para o novo município a sua consolidação como Centro Regional de Comércio, de produção industrial diversificada e, sobretudo, de pólo de criação pecuária leiteira.

Em 31 de julho de 1932, a cidade de Palmyra passa a denominar-se Santos Dumont, em homenagem ao seu filho mais ilustre, o inventor Alberto Santos=Dumont

Caminho Novo

São 10Km de estrada até a divisa com o Município de Antônio Carlos/MG (onde continua outro trecho da estrada, também calçado), a divisa é na altura da Fazenda da Serra, antiga fazenda de escravos. Localiza-se na subida da Serra da Mantiqueira, conhecida na região também como “Serra do Navio”, calçado por paralelepípedos e calçamento originais de sua construção.

Durante o percurso pode-se observar bela paisagem natural, antigas fazendas e dois chafarizes da época de sua construção, além de algumas inscrições em pedras, tal como uma homenagem posterior a sua criação a Mariano Procópio datada de 1928. Estes chafarizes serviam para a parada de tropeiros que vinham do interior de Minas Gerais levando ouro para o Rio de Janeiro na época do Brasil Colônia.

Histórias regionais contam que ladrões escondiam-se nas matas da beira da estrada esperando os tropeiros para saqueá-los, neste período houveram diversas mortes e inclusive lendas de matadores locais que ajudaram Tiradentes em fuga no período da Inconfidência. A estrada é de grande beleza e variedade de espécies de fauna e flora. O calçamento encontra-se em bom estado de conservação.

Apesar de ser um dos trechos mais conservados do “Caminho Novo” detectaram-se alguns fatores negativos no percurso: há áreas de desmatamento logo na beira da estrada, não há sinalização de identificação turística durante o percurso, não existem guias para a condução ao atrativo, os chafarizes estão em estado de depredação e abandono e principalmente não existe proteção patrimonial, apenas serviços de capinas e manutenção do calçamento feito pela Prefeitura Municipal de santos Dumont.
A origem predominante dos visitantes é regional e local. O acesso mais utilizado é o rodoviário. Muitas pessoas preferem as caminhadas pelas trilhas que acompanham a Estrada Real.

Estrada Real - Turismo Ecológico

Represa Ponte Preta

A represa Ponte Preta é o atrativo turístico de Santos Dumont que mais recebe visitantes, sobretudo nos dias quentes de verão, aonde as pessoas vão para nadar, andar de barco, pescar, acampar, e passar o dia livre para lazer.

A represa tem 18 Km de extensão e chega até 20m de profundidade, e em alguns trechos chega até 300m de largura. É formada pelas águas do Rio Pinho. Dos dois lados há estradas de chão que leva à outros distritos, como Formoso, São João da Serra e até mesmo a outro município, como Aracitaba. A vegetação circundante é formada por mata ciliar nativa e encontram-se vestígios da mata Atlântica até a barragem. Segundo alguns moradores locais, a fauna é caracterizada por variadas espécies, como: paca, marreco, pato, preguiça, garça, entre outras.

De setembro à janeiro, a represa se encontra vazia, porém ainda é possível atividades de lazer no local, como campings, eventos como “Off Road”, etc.

Bairro Ponte Preta

Casa Natal de Alberto Santos Dumont - Museu de Cabangu

Museu de Cabangu
Localizada no alto da Serra da Mantiqueira em Minas Gerais, “Fazenda de Cabangu”, local onde nasceu Alberto Santos Dumont, hoje conservado como museu, guarda a historia do Pai da Aviação.

Dr. Henrique Dumont, filho de franceses, casou-se com Francisca, uma portuguesa que morava em Minas Gerais. Tiveram oito filhos: Henrique, Maria, Rosalina, Virgínia, Luiz, Gabriela, Alberto, Sofia e Francisca.

O nascimento de Alberto Santos Dumont foi marcado pelo espírito de aventura, que caracterizou toda sua vida. Seu pai, corajoso engenheiro, empreitou em 1872 a construção do trecho da Estrada de Ferro D. Pedro II entre as localidades de João Gomes (posteriormente Palmyra e hoje Santos Dumont) e João Aires. Foi para melhor realizar seu trabalho que levou a família para uma casa no canteiro de obras, local de nome “Cabangu” onde nasceu o sexto filho que se chamou Alberto (em 1873).

A permanência da família no Cabangu foi relativamente curta; em 1875, terminado o contrato de Dr. Henrique com a ferrovia, a residência foi transferida para Valença - RJ e posteriormente para a fazenda Arindeúva em Ribeirão Preto – SP - onde se dedicou à plantação de café.

Alberto Santos Dumont mostrou-se desde cedo herdeiro do senso prático e da inteligência brilhante de seu pai.

Localização: Rodovia Historiador Osvaldo Henrique Castello Branco - BR 499 - 16km do centro da cidade

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